Ainda agora uma colega minha me dizia: Mas o que raio se passa com este ano, que ainda agora era Janeiro e já estamos no fim de Junho?
Pois bem, eu pergunto o mesmo. É impressão minha ou o tempo passa cada vez mais rápido? Como diz a Miranda, as semanas voam de 6ª a 6ª como se não houvesse nada no meio. Os meses correm como se não existissem, tipo alguem se lembra do que fez em Abril? É até as estações, como é possivel ja ser verao, vai passar tao rapido nao pode ser!! A serio tenho 30 anos, nao me posso dar ao luxo do tempo voar!! Onde ja vai Nova Iorque meninas? E a festa de Lagos tem quase um ano! Nao quero! nao pode!! Ajuda!! Nao quero ter 40!! Bua!!!
PS: parabéns Samantha ;)
terça-feira, junho 20, 2006
quarta-feira, junho 14, 2006
Pensamentos V
"O Amor é como a erva ! Plantamos e ela cresce!
Depois vem uma vaca e acaba com tudo!..."
Depois vem uma vaca e acaba com tudo!..."
segunda-feira, junho 12, 2006
Insólitos do Mundial...
Parece piada, mas não é:
um em cada dez russos acredita que a Rússia vai ganhar este Mundial...
a questão é que a Rússia nem sequer foi qualificada!
um em cada dez russos acredita que a Rússia vai ganhar este Mundial...
a questão é que a Rússia nem sequer foi qualificada!
sexta-feira, junho 09, 2006
Ratos dos Céus – Vulgo Pombos

Estes bichos complicam-me, não percebo o porquê da sua existência. São seres sem qualquer utilidade, limitam-se a conspurcar tudo por onde passam, monumentos, carros, ruas, candeeiros, semáforos e claro as pessoas.
Incluo os pombos no mesmo grupo das melgas, bichos de conta, lesmas, moscas, escaravelhos, etc.. Não consigo ver qual a necessidade destes bichos existirem.
Os columbófilos que me perdoem, mas qual a piada de ser tratador de pombos? Andam sempre a limpar a porcaria que estes bichos fazem e sempre a levar com aquele cheiro nauseabundo.
Qual a piada dos pombos-correios? Hoje em dia, nenhuma, não têm utilidade.
Mandem cartas, postais, E-mails, sms, telegramas mas chega de pombos.
Ontem um destes bichos acertou me de raspão (no braço e na mala) com um dos seus nojentos projecteis.
Uma amiga disse me que merda é sorte por isso, pelo sim pelo não, vou ali jogar no EuroMilhões e já volto.
quinta-feira, junho 08, 2006
Os mais giraços do Mundial

Segundo uma sondagem publicada num jornal alemão, estes são os cinco jogadores mais giraços do Mundial:
1.º Roque Santa Cruz (Paraguai, o belo exemplar na foto e as caríssimas leitoras escusam de agradecer esta bela revelação)
2.º Raul (Espanha)
3.º Figo
4.º Cristiano Ronaldo
5.º Thierry Henri (França, dentro do género haverá melhores)
Parece que o Beckham já era! Ora este post, para além de divulgar esta preciosa informação serve para manifestar a minha profunda indignação contra um terrível esquecimento e injustiça: ENTÃO E O PAULETA?!?!?!
segunda-feira, junho 05, 2006
O dia em que acordei e era “loira”
Um certo dia acordei e estava diferente os lindos cabelos estavam tingidos de um tom claro de amarelo, nesse dia vesti a minha mini-saia mais curta os meus sapatos mais altos e o meu top mais justo e curto. Resolvi, desde logo, que nesse dia iria ter tudo a que uma bela dama tem direito, todas as mordomias e a todos os caprichos seriam satisfeitos sem o mínimo pestanejar. Iria ser um dia perfeito!
Sai de casa e os piropos e assobios começaram.
Conduzi tal qual uma loira e não parei numa única passadeira, não cedi uma única vez o lugar no trânsito, semáforos e sinais de trânsito eram palavra que não existia no meu vocabulário. Chegada ao trabalho, o lugar á porta estava livre e pertencia-me. Subi no elevador, entrei na redacção (sim trabalhava numa das mais fúteis revistas de moda) sentei-me e arranjei as unhas e maquilhei me. Uma ou duas reuniões onde o meu trabalho e o meu aspecto maravilhoso eram elogiados ao extremo. Sim, no fundo o Universo rodava á minha volta sendo o Eu o seu centro. He!He! Fim do dia jantar romântico com namorado super-modelo no restaurante mais in do momento. Voltar para casa (claro que o super modelo estava comigo e que tivemos uma bela noite de amor). No dia seguinte acordei e pensei que era melhor ser Eu novamente ser loira não tinha tanta piada e dava muito trabalho estar sempre perfeita. Vivam as falhas, os defeitos e as qualidades de cada um. Prefiro ser assim como sou!
Sai de casa e os piropos e assobios começaram.
Conduzi tal qual uma loira e não parei numa única passadeira, não cedi uma única vez o lugar no trânsito, semáforos e sinais de trânsito eram palavra que não existia no meu vocabulário. Chegada ao trabalho, o lugar á porta estava livre e pertencia-me. Subi no elevador, entrei na redacção (sim trabalhava numa das mais fúteis revistas de moda) sentei-me e arranjei as unhas e maquilhei me. Uma ou duas reuniões onde o meu trabalho e o meu aspecto maravilhoso eram elogiados ao extremo. Sim, no fundo o Universo rodava á minha volta sendo o Eu o seu centro. He!He! Fim do dia jantar romântico com namorado super-modelo no restaurante mais in do momento. Voltar para casa (claro que o super modelo estava comigo e que tivemos uma bela noite de amor). No dia seguinte acordei e pensei que era melhor ser Eu novamente ser loira não tinha tanta piada e dava muito trabalho estar sempre perfeita. Vivam as falhas, os defeitos e as qualidades de cada um. Prefiro ser assim como sou!
sexta-feira, junho 02, 2006
Os santos são liiiiindoooossss!
Não sendo lisboeta, confesso que demorei alguns anos a render-me aos encantos da época dos santos populares, sobretudo ao tó (todos os antónios são tós, né?), cá da capital. Ainda por cima as vagas de calor pegajoso e as marés de gente na rua sempre me desmotivaram a sair de casa. No entanto, de há um par de anos para cá tudo mudou. Para a história ficará o primeiro jogo no Euro no qual fomos anfitriões, no feriado da própria capital (umm, já é a segunda vez que escrevo esta palavra... devo estar com saudades de alguma coisa), ainda que tenha resultado em derrota
Eu e o meu grupo de vinte amigos íntimos temos agora por hábito fugir à confusina em plena Sé. Para lá de Alfama a festa também é animada, e envolve muitas vezes medleys de canções portugas dos anos 80. Come-se na esplanada e abana-se o corpo para os lados, para a sangria escorregar melhor, enquanto um naco de pão e uma sardinha ocupam a mão que sobra. Fazemos figuras de bezanitos, mas quem não faz? Já se começaram namorosos e houve até pedidos de casamento ao megafone
Por estes dias, os folhos e as cores garridas e acetinadas dos guarda-roupas dos marchantes nem nos parecem pirosos... pelo menos muitoooo pirosos... e até os trompetes e clarinetes das marchas (todas idênticas, convenhamos) nos parecem quase melodiosos (ok, os litros de imperial também têm a sua influência neste processo). Curioso, mas normalmente os mais enérgicos nas danças e comezainas são os "cotas"
Lembrei-me agora que o Santo António está para as raparigas casadoiras de Lisboa como a Teresa Guilherme esteve em tempos para os concorrentes do Big Brother... pelam-se para fazer arranjinhos e ver a malta bem entregue em termos amorosos. Tenho uma amiga que também é assim e, após incessante procura, não é que conseguiu desencalhar-me? Este ano vou pela primeira vez de namorico aos santos populares. Mas vou só com a madrinha que o noivo vai ficar a 5 minutos de distância, em casa, longe da balbúrdia. Diz que não gosta de marchas e sardinhas. Eu também demorei a gostar. E não é por isso que gosto menos dele. O meu homem é liiiindoooo!
Eu e o meu grupo de vinte amigos íntimos temos agora por hábito fugir à confusina em plena Sé. Para lá de Alfama a festa também é animada, e envolve muitas vezes medleys de canções portugas dos anos 80. Come-se na esplanada e abana-se o corpo para os lados, para a sangria escorregar melhor, enquanto um naco de pão e uma sardinha ocupam a mão que sobra. Fazemos figuras de bezanitos, mas quem não faz? Já se começaram namorosos e houve até pedidos de casamento ao megafone
Por estes dias, os folhos e as cores garridas e acetinadas dos guarda-roupas dos marchantes nem nos parecem pirosos... pelo menos muitoooo pirosos... e até os trompetes e clarinetes das marchas (todas idênticas, convenhamos) nos parecem quase melodiosos (ok, os litros de imperial também têm a sua influência neste processo). Curioso, mas normalmente os mais enérgicos nas danças e comezainas são os "cotas"
Lembrei-me agora que o Santo António está para as raparigas casadoiras de Lisboa como a Teresa Guilherme esteve em tempos para os concorrentes do Big Brother... pelam-se para fazer arranjinhos e ver a malta bem entregue em termos amorosos. Tenho uma amiga que também é assim e, após incessante procura, não é que conseguiu desencalhar-me? Este ano vou pela primeira vez de namorico aos santos populares. Mas vou só com a madrinha que o noivo vai ficar a 5 minutos de distância, em casa, longe da balbúrdia. Diz que não gosta de marchas e sardinhas. Eu também demorei a gostar. E não é por isso que gosto menos dele. O meu homem é liiiindoooo!
quinta-feira, junho 01, 2006
E porque as crianças são o melhor do Mundo
Feliz dia da criança!
E que em cada um de nós continue sempre a haver um criança.
E que em cada um de nós continue sempre a haver um criança.
terça-feira, maio 23, 2006
Voltei!!
sexta-feira, maio 19, 2006
sexta-feira, maio 12, 2006
Aceitam-se apostas
O Scolari disse que "não era muito difícil adivinhar o nome dos 25 convocados para o mundial".
Vou tentar... vejamos:
Ricardo mãos-de-tesoura
Quim olhos-de-ursinho-que-apetece-apertar
Ricardo Rocha - a prova de que se pode defender com classe
não sei quantos Meira (Fernando, será? magro, moreno)
Paulo blá, blá, blá, o rapaz do chelsea que lixou o pé ao Rooney
Costinha (não joga há quatro meses, mas enfim)
Petit (um bulldozer feito de meter medo ao susto dá sempre jeito)
Deco (o mestre)
Figo (o símbolo)
Cristiano Ronaldo (dancing-queen)
Quaresma (you mess with me, you mess with all the family)
Pauleta (nhaca, nhaca, e isto não sou eu a comer queijo)
Nuno Gomes
Maniche
Nuno Valente (esperamos)
Miguel
Simão (contamos contigo nos livres)
Hélder Postiga (sorriso pepsodent)
Tiago (dá cabo deles, rapaz!)
Luís Boa Morte (medo, tenho muito medo)
Marco Caneira
João Moutinho (porque merecia a oportunidade)
Hugo Leal
Beto
Rui Jorge
ps- faz falta o Jorge Andrade, tadinho
Vou tentar... vejamos:
Ricardo mãos-de-tesoura
Quim olhos-de-ursinho-que-apetece-apertar
Ricardo Rocha - a prova de que se pode defender com classe
não sei quantos Meira (Fernando, será? magro, moreno)
Paulo blá, blá, blá, o rapaz do chelsea que lixou o pé ao Rooney
Costinha (não joga há quatro meses, mas enfim)
Petit (um bulldozer feito de meter medo ao susto dá sempre jeito)
Deco (o mestre)
Figo (o símbolo)
Cristiano Ronaldo (dancing-queen)
Quaresma (you mess with me, you mess with all the family)
Pauleta (nhaca, nhaca, e isto não sou eu a comer queijo)
Nuno Gomes
Maniche
Nuno Valente (esperamos)
Miguel
Simão (contamos contigo nos livres)
Hélder Postiga (sorriso pepsodent)
Tiago (dá cabo deles, rapaz!)
Luís Boa Morte (medo, tenho muito medo)
Marco Caneira
João Moutinho (porque merecia a oportunidade)
Hugo Leal
Beto
Rui Jorge
ps- faz falta o Jorge Andrade, tadinho
quarta-feira, maio 10, 2006
A cada 33 segundos...
há um divórcio na Europa
é amazing aquilo com que as pessoas ocupam o seu tempo... e dinheiro!!
é amazing aquilo com que as pessoas ocupam o seu tempo... e dinheiro!!
quarta-feira, abril 19, 2006
O acidente
Já o disse aqui, desde pequena que tenho um medo terrível da morte.
Não da minha, mas da dos meus entes mais próximos, familiares, queridos, daqueles momentos na vida em que tudo muda e nada volta a ser o mesmo.
Por isso, e como uma espécie de terapia, para me mentalizar, nos últimos anos tenho feito um esforço, constante e consciente, de pensar que a morte é a coisa mais natural e inevitável do mundo- afinal, a única coisa comum a TODOS os seres humanos - e que de facto, por ser tao natural e inevitavel, se calhar tem uma altura certa, se calhar quando chega essa altura nao adianta pensar se podia ter sido tres anos depois, porque na verdade tambem podia ter sido tres anos antes, nao interessa, nao adianta, simplesmente tinha de acontecer, agora ou mais tarde, e aconteceu.
Isto é o que tenho feito nos ultimos anos.
Mas, mais uma vez, como milhares de tantas outras, os meus propositos cairam por terra.
Porque quando um jovem de 22 anos, lindo, maior do que a própria vida, nao vai ter a oportunidade de ter filhos, netos, de viajar e conhecer o mundo, de sofrer, de crescer, não pode haver nada de natural nisso. Aliás não pode haver nada de mais revoltante e anti natural.
A morte do Francisco Adam impressionou-me, e não só porque, tal como milhares de pessoas, admirava a sua beleza e energia, achava-o uma força da nautreza, um raio de luz, a única coisa boa numa série incomentável.
Impressionou-me porque conheço uma pessoa muito próxima dele, que adoro e admiro, que deve estar a sofrer horrores e que não merecia nada disto, tal como ninguem proximo a ele ou aos milhares de jovens que morrem nas estradas, nem por um segundo.
Impressionou-me porque, atraves dessa pessoa, sentia que o conhecia, e acompanhei a carreira dele desde que apareceu nos primeiros jornais como quem assiste ao desbrochar de uma flor, passe a cromice mas é verdade.
E impressionou-me porque mais uma vez,e apesar de todos os meus esforços para me convencer do contrário, provou-me que a morte muitas vezes não é algo de inevitável, natural, com um timing e uma altura certas para acontecer
Ás vezes, é simplesemente um trágico e terrível acidente.
Não da minha, mas da dos meus entes mais próximos, familiares, queridos, daqueles momentos na vida em que tudo muda e nada volta a ser o mesmo.
Por isso, e como uma espécie de terapia, para me mentalizar, nos últimos anos tenho feito um esforço, constante e consciente, de pensar que a morte é a coisa mais natural e inevitável do mundo- afinal, a única coisa comum a TODOS os seres humanos - e que de facto, por ser tao natural e inevitavel, se calhar tem uma altura certa, se calhar quando chega essa altura nao adianta pensar se podia ter sido tres anos depois, porque na verdade tambem podia ter sido tres anos antes, nao interessa, nao adianta, simplesmente tinha de acontecer, agora ou mais tarde, e aconteceu.
Isto é o que tenho feito nos ultimos anos.
Mas, mais uma vez, como milhares de tantas outras, os meus propositos cairam por terra.
Porque quando um jovem de 22 anos, lindo, maior do que a própria vida, nao vai ter a oportunidade de ter filhos, netos, de viajar e conhecer o mundo, de sofrer, de crescer, não pode haver nada de natural nisso. Aliás não pode haver nada de mais revoltante e anti natural.
A morte do Francisco Adam impressionou-me, e não só porque, tal como milhares de pessoas, admirava a sua beleza e energia, achava-o uma força da nautreza, um raio de luz, a única coisa boa numa série incomentável.
Impressionou-me porque conheço uma pessoa muito próxima dele, que adoro e admiro, que deve estar a sofrer horrores e que não merecia nada disto, tal como ninguem proximo a ele ou aos milhares de jovens que morrem nas estradas, nem por um segundo.
Impressionou-me porque, atraves dessa pessoa, sentia que o conhecia, e acompanhei a carreira dele desde que apareceu nos primeiros jornais como quem assiste ao desbrochar de uma flor, passe a cromice mas é verdade.
E impressionou-me porque mais uma vez,e apesar de todos os meus esforços para me convencer do contrário, provou-me que a morte muitas vezes não é algo de inevitável, natural, com um timing e uma altura certas para acontecer
Ás vezes, é simplesemente um trágico e terrível acidente.
segunda-feira, abril 17, 2006
É oficial...
Não sei se já deram por isso... mas já é oficial... abriu "a temporada do bate-couro em inglês macarrónico". Basta dar uma voltinha pelos locais da cidade, do Chiado ou Bairro Alto e miradouros da Graça para constatar tal facto. Do nada, chegam-nos fragmentos de conversas de engate, em "portinglês", cuja profundidade e tom dissimulado do discurso (tipo, não, não, não te quero dar umas dendatinhas, isto é apenas a minha simpatia natural para com o turista e vice-versa) está ao nível dos argumentos pobres de certos filmes porno. Basta uma jovem mais alta que o habitual, apreciadora de descotes, com fraca tolerância à bedida e com ar de quem é muita amiga dos seus amigos para que o rapaz português puxe dos seus galões em lingua inglesa. Basta que ele, o estrangeiro, não tenha um ar de homem das montanhas, tenha um corte de cabelo à maneira e uma atitude freak com garrafa de super-bock debaixo do braço para que o mulherio nacional ganhe logo alma de operador turístico (ali há um bar muito giro, topas?) . Depois, levamo-los a fazer tudo aquilo que o português médio pratica no seu dia-a-dia de Verão. Sobretudo, copos até às tantas e praia por lá tarde. Resultado: no regresso a casa essa gente chega a casa, aos braços dos seus entes queridos, feita lagostas cirrosas. Se ao menos tivessem "put de críme numbar five"
sexta-feira, abril 07, 2006
Hey, you!
Sinto-me como o Tom Cruise no filme Vanilla Sky quando, em pleno sonho, dá por si nas ruas de Nova Iorque mas desertas, sem vivalma. Onde está toda a gente? os meus amigos de adolescência e os outros que ganhei depois, sem esquecer a comunidade bloguista que nos tem honrado pela sua presença? Bem sei que estive uns tempos afastada... mas apenas por motivos técnicos sublinhe-se. Logo, deduz-se, não mereço tal castigo, tal abandono. O número de visitantes continua a bom ritmo, pelo que só posso concluir que a a) ou a malta anda mais acanhada ou atarefeda do que é normal; b) as prosas aqui estampadas não têm sido suficientemente galvanizadoras ao ponto de vos levar a comentar. Se for esse o caso, mil perdões, aceito até de bom grado tópicos de conversa. Só não quero ficar aqui sozinha, eternemente solitária vagueando no ciberespaço. Segunda-feira quero tudo de volta à normalidade! Ouviram?!?!?!
segunda-feira, abril 03, 2006
Receita do Pecado
Vem descobrir o teu espaço
Em mim, em nós dois
Vem de noite ou ao nascer do dia
Tanto faz
Desde que tragas contigo
Um sapatinho de Cinderela
Que me sirva
Serei feliz
Então, qual sereia, soltarei
Os cabelos sobre os ombros
Para te receber...
Traz também uma manta velhinha
Onde possamos estender a nossa paixão
Depositar em cada quadrado de tecido
Um pecado
Tecer em cada fio uma carícia
Que as traças nunca hão-de comer
Despiremos da maçã o caroço
E, em vez dele, inventaremos
Um outro recheio:
Mel, saliva, pétalas de alfazema
Uma pitada de canela, água do mar e baunilha
Misturamos com pós da sorte e já está
Vem...
Que este prazer é para dois
Dedicado a todos aqueles a quem a Primavera começa a fazer das suas... S.
Em mim, em nós dois
Vem de noite ou ao nascer do dia
Tanto faz
Desde que tragas contigo
Um sapatinho de Cinderela
Que me sirva
Serei feliz
Então, qual sereia, soltarei
Os cabelos sobre os ombros
Para te receber...
Traz também uma manta velhinha
Onde possamos estender a nossa paixão
Depositar em cada quadrado de tecido
Um pecado
Tecer em cada fio uma carícia
Que as traças nunca hão-de comer
Despiremos da maçã o caroço
E, em vez dele, inventaremos
Um outro recheio:
Mel, saliva, pétalas de alfazema
Uma pitada de canela, água do mar e baunilha
Misturamos com pós da sorte e já está
Vem...
Que este prazer é para dois
Dedicado a todos aqueles a quem a Primavera começa a fazer das suas... S.
terça-feira, março 28, 2006
God is a DJ!
Tenho pena de nao saber meter aqui o vídeo mas vale a pena clicar no link e ver.
http://www.youtube.com/watch_fullscreen?video_id=AW1jB0ey1ZE&l=491&fs=1&title=Spin%20dj%20is%20a%20god
http://www.youtube.com/watch_fullscreen?video_id=AW1jB0ey1ZE&l=491&fs=1&title=Spin%20dj%20is%20a%20god
segunda-feira, março 27, 2006
Destino
Quatro planetas no signo do Amor
Contaram-lhe as cartas mágicas
Mais uma Lua em todas as noites cheias de solidão
O deus da espiritualidade pedia-lhe prudência
Como se pudesse ignorar aquele traço, esbatido e torto,
Que lhe marcava a vida
Nela, não havia estrela que não se ofuscasse,
Nem sol que não ficasse gélido,
Mais hipérboles, meteoritos e rotações infinitas
Que a viravam de pernas para o ar
E a cada tombo, um novo começo
E a cada amanhecer, um bocado de destino por cumprir
Com quatro planetas no signo do Amor
Não é agora que ela vai desistir...
Dedicado a todos aqueles que começam a perder a fé. S.
Contaram-lhe as cartas mágicas
Mais uma Lua em todas as noites cheias de solidão
O deus da espiritualidade pedia-lhe prudência
Como se pudesse ignorar aquele traço, esbatido e torto,
Que lhe marcava a vida
Nela, não havia estrela que não se ofuscasse,
Nem sol que não ficasse gélido,
Mais hipérboles, meteoritos e rotações infinitas
Que a viravam de pernas para o ar
E a cada tombo, um novo começo
E a cada amanhecer, um bocado de destino por cumprir
Com quatro planetas no signo do Amor
Não é agora que ela vai desistir...
Dedicado a todos aqueles que começam a perder a fé. S.
quarta-feira, março 22, 2006
Quem espera...
Uma das minhas mais vincadas características é a impaciência... o que às vezes até é bom, nomeadamente quando temos que reclamar em serviços e tal, e a nossa insistência a roçar a má educação (olho por olho) resulta num melhor atendimento. Já me disseram que sou o terror dos restaurantes, com direito a autocolante de proibição de entrada à porta e tudo, apesar de recentemente ter descoberto alguém pior do que eu... e mais novo... ou seja, com mais anos para aterrorizar os empregados de balcão e afins. Mas adiante.
Dizia eu que sou impaciente: daquele tipo de pessoas que, sabendo que pode viver algo em x momento - seja comer um gelado, dar um primeiro beijo, fazer uma viagem fantástica ou dormir - simplesmente se rói por dentro quando a fazem esperar. Não se trata tanto de questões pontualidade (que também cumpro) mas mais das coceguinhas na alma (ah, que póetico!) que a certeza de ir ter algo me provoca, por muito que me digam que esse compasso de espera até pode servir como uma espécie de adaptação. Agora que mudei de casa, andava numa espécie de day dreaming constante, inventando não só a decoração (está o máximo!) mas também os bons momentos que lá iria viver. Neste ponto há que fazer uma correcção - estão a ser momentos MARAVILHOSOS.
Posto isto, eu só queria dizer a quem quer se seja que manda no Destino, que eu, uma (cada vez menos) jovem ( mas ainda) impaciente, já esperei tempo suficiente para ganhar o Euromilhões. Estou preparada, a sério. Acreditem. Não há necessidade de me fazerem esperar mais...
Dizia eu que sou impaciente: daquele tipo de pessoas que, sabendo que pode viver algo em x momento - seja comer um gelado, dar um primeiro beijo, fazer uma viagem fantástica ou dormir - simplesmente se rói por dentro quando a fazem esperar. Não se trata tanto de questões pontualidade (que também cumpro) mas mais das coceguinhas na alma (ah, que póetico!) que a certeza de ir ter algo me provoca, por muito que me digam que esse compasso de espera até pode servir como uma espécie de adaptação. Agora que mudei de casa, andava numa espécie de day dreaming constante, inventando não só a decoração (está o máximo!) mas também os bons momentos que lá iria viver. Neste ponto há que fazer uma correcção - estão a ser momentos MARAVILHOSOS.
Posto isto, eu só queria dizer a quem quer se seja que manda no Destino, que eu, uma (cada vez menos) jovem ( mas ainda) impaciente, já esperei tempo suficiente para ganhar o Euromilhões. Estou preparada, a sério. Acreditem. Não há necessidade de me fazerem esperar mais...
quinta-feira, março 16, 2006
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